Tá,
já sei.
Nunca achei q soubesse escrever.
Nunca mesmo.
Só quis deixar aqui meus pensamentos,
E, diferente de quem lê certinho as letrinhas,
Perco meu tempo pensando.
Esqueçam os acentos. Nem me preocupo com isso.
Acentuo apenas qdo acho q a ótica de quem lê pode ser diferente,
Ou qdo quero. O Blog é meu.
Eu quero passar somente meu coração,
Lexicamente falando, tem o site do prof. Pasquale.
Escrevo rápido. Escrevo minha mente.
Não vou parar para por corretor ortográfico, ou consultar dicionarios.
Já me dói escrever.
Abraços
domingo, 31 de janeiro de 2010
Disfarça, finge que tropeça e vai.
Se a pressão for tanta,
Que te impeça de seguir.
Se a mordaça for tão forte,
Que te impeça de falar,
Disfarça, finge que tropeça,
E vai.
Se a ameaça for grande,
Que te faz pensar em desistir.
Lembre-se de quem sofre,
Tome coragem,
Disfarça, finge que tropeça,
E vai.
Se tudo por fim desabar,
E o sorriso deles se abrir ao te verem parar,
Pense no vôo livre dos pássaros,
Dê mais um passo,
Disfarça, finge que tropeça,
E vai.
Que te impeça de seguir.
Se a mordaça for tão forte,
Que te impeça de falar,
Disfarça, finge que tropeça,
E vai.
Se a ameaça for grande,
Que te faz pensar em desistir.
Lembre-se de quem sofre,
Tome coragem,
Disfarça, finge que tropeça,
E vai.
Se tudo por fim desabar,
E o sorriso deles se abrir ao te verem parar,
Pense no vôo livre dos pássaros,
Dê mais um passo,
Disfarça, finge que tropeça,
E vai.
Eu, você, nós e o mundo
Você,
Mulher dos olhos espertos,
Que pensa que entende
A vida ao certo,
Não sabe de nada.
Não sabe da sujeira do mundo,
E se teus anos de vida
Te fazem mais bela,
Também te deixam mais velha
no quadrado do segundo.
Você,
Que tanto me admira
Pelo meu jeito de ser,
Que acha que a vida
Para mim é viver.
Que pensa sorrindo
Que eu não ligo para nada,
Errou sem querer,
Está enganada.
Eu,
Que vivo brincando,
Que conto piadas,
Que pareço amante
Da dura jornada,
Suspiro profundo
Sozinho num canto,
E choro o mundo
Num triste e caótico pranto.
Eu,
Que pareço ver
Em tudo beleza,
Que tento te mostrar
Onde está a felicidade,
Sou dor e tristeza,
Solitária constituição,
De remorsos e desilusões.
Nós,
Que nos encontramos um dia
Sem ter nem porque,
Não imaginavamos que o destino
Fosse jogar para valer.
Fomos levando,
Evitando pensar,
Quantas vezes sonhando
Num desfecho ao luar...
Mas sempre temendo
As consequências do despertar.
O mundo,
Que te criou com amor,
E te mostrou paciente
O lado bom da verdade,
Me cuspiu na cara,
Me transtornou a mente,
E me deixou na saudade.
Eu, você, nós no mundo,
Como poderiamos então
Ficarmos juntos?
Se nos pontos mais claros
Das experiencias passadas,
A maciez do veludo
É então contrastada
Com o ferro e o fogo
Em nossas personalidades marcadas.
Mulher dos olhos espertos,
Que pensa que entende
A vida ao certo,
Não sabe de nada.
Não sabe da sujeira do mundo,
E se teus anos de vida
Te fazem mais bela,
Também te deixam mais velha
no quadrado do segundo.
Você,
Que tanto me admira
Pelo meu jeito de ser,
Que acha que a vida
Para mim é viver.
Que pensa sorrindo
Que eu não ligo para nada,
Errou sem querer,
Está enganada.
Eu,
Que vivo brincando,
Que conto piadas,
Que pareço amante
Da dura jornada,
Suspiro profundo
Sozinho num canto,
E choro o mundo
Num triste e caótico pranto.
Eu,
Que pareço ver
Em tudo beleza,
Que tento te mostrar
Onde está a felicidade,
Sou dor e tristeza,
Solitária constituição,
De remorsos e desilusões.
Nós,
Que nos encontramos um dia
Sem ter nem porque,
Não imaginavamos que o destino
Fosse jogar para valer.
Fomos levando,
Evitando pensar,
Quantas vezes sonhando
Num desfecho ao luar...
Mas sempre temendo
As consequências do despertar.
O mundo,
Que te criou com amor,
E te mostrou paciente
O lado bom da verdade,
Me cuspiu na cara,
Me transtornou a mente,
E me deixou na saudade.
Eu, você, nós no mundo,
Como poderiamos então
Ficarmos juntos?
Se nos pontos mais claros
Das experiencias passadas,
A maciez do veludo
É então contrastada
Com o ferro e o fogo
Em nossas personalidades marcadas.
Bar de esquina
Acabado
Quase morto. Retratado
Num bar de esquina.
Algo de sentimental
Tenta transparecer
Por trás de um coração frio e marginal.
Derrotado,
Abatido, estraçalhado,
Faz gestos de se levantar.
Pede outra cerveja,
Olha a toa para fora,
E volta a se sentar.
Desiludido,
Só. Esquecido,
Pensa em se suicidar.
Acende outro cigarro
E na fumaça vem alguém.
Decide-se então pelos trilhos do último trem.
Acabado
Derrotado
Morre desiludido
Morto. Retratado
Abatido. Estraçalhado
Só... Esquecido.
Quase morto. Retratado
Num bar de esquina.
Algo de sentimental
Tenta transparecer
Por trás de um coração frio e marginal.
Derrotado,
Abatido, estraçalhado,
Faz gestos de se levantar.
Pede outra cerveja,
Olha a toa para fora,
E volta a se sentar.
Desiludido,
Só. Esquecido,
Pensa em se suicidar.
Acende outro cigarro
E na fumaça vem alguém.
Decide-se então pelos trilhos do último trem.
Acabado
Derrotado
Morre desiludido
Morto. Retratado
Abatido. Estraçalhado
Só... Esquecido.
Jovem
Sou louco
Sou pirado
Sou a desgraça
O resultado
Sou jovem
E você se importa
Você pergunta
Eu sou a resposta
Sou a consequência
Do amor destruido
Sou mais terrível
Que seu ar poluido
Sou a flor errante
Que floriu no cimento
Sou um raio de Sol
Aprisionado e violento
Você me odeia
Mas a culpa é sua
Sou a natureza
Que se revolta nas ruas
Você vem com tecnologia
Vem com ilusão
Rio da sua covardia
E vou com o coração.
Sou pirado
Sou a desgraça
O resultado
Sou jovem
E você se importa
Você pergunta
Eu sou a resposta
Sou a consequência
Do amor destruido
Sou mais terrível
Que seu ar poluido
Sou a flor errante
Que floriu no cimento
Sou um raio de Sol
Aprisionado e violento
Você me odeia
Mas a culpa é sua
Sou a natureza
Que se revolta nas ruas
Você vem com tecnologia
Vem com ilusão
Rio da sua covardia
E vou com o coração.
Cavaleiro
Levo da vida fortes marcas
Da liberdade desvairada.
Na garganta preso um grito
Do real em disparada.
Levo nos olhos o brilho forte
Da lâmina de um punhal.
Para qualquer lado, sul ou norte
Cavalgo montado no irracional.
Levo nas mãos as rédeas firmes
Que controlam meu destino.
Vou com garra e passo por cima
Do que estiver em meu caminho.
Levo nos pés muita tristeza
De cidades mortas e incendiadas.
Mas quando se congela o coração
Não há desculpas para o perdão.
Sou o cavaleiro louco e maldito,
Fruto do mundo que me criou.
Sou o reflexo dos cacos perdidos,
Do espelho que foi lindo mas se quebrou.
Da liberdade desvairada.
Na garganta preso um grito
Do real em disparada.
Levo nos olhos o brilho forte
Da lâmina de um punhal.
Para qualquer lado, sul ou norte
Cavalgo montado no irracional.
Levo nas mãos as rédeas firmes
Que controlam meu destino.
Vou com garra e passo por cima
Do que estiver em meu caminho.
Levo nos pés muita tristeza
De cidades mortas e incendiadas.
Mas quando se congela o coração
Não há desculpas para o perdão.
Sou o cavaleiro louco e maldito,
Fruto do mundo que me criou.
Sou o reflexo dos cacos perdidos,
Do espelho que foi lindo mas se quebrou.
Homem Invisível
Acorda cedo para trabalhar,
Engole rápido um pão amanhecido.
Corre para o ônibus abarrotado,
De gente espremida e escapando pelas janelas.
Num emprego comum entre milhares,
Faz tudo igual dia após dia.
Almoça numa marmita empobrecida
Pensando em quando as coisas haveriam de mudar.
Volta para casa quando tudo já está escuro,
Cheirando suor, quebrado e cansado.
Janta algo estranho e grudento.
Dorme e ronca em frente à televisão.
Depois do pagamento nas ruas lotadas,
pensa: Eu mereço, hoje vou gastar!
Loja após loja volta triste e cansado,
Com as mãos vazia sem nada comprar.
Fim de semana no futebol,
Na multidão grita como louco.
Rí, chora, chinga e briga.
Acaba num bar, bebe e vai dormir.
Um dia morre num canto qualquer.
Quem era? Porque? Ninguém quer saber.
Falta não fez nem vai fazer,
Desaparecendo sem nunca ter aparecido. Invisivel.
Engole rápido um pão amanhecido.
Corre para o ônibus abarrotado,
De gente espremida e escapando pelas janelas.
Num emprego comum entre milhares,
Faz tudo igual dia após dia.
Almoça numa marmita empobrecida
Pensando em quando as coisas haveriam de mudar.
Volta para casa quando tudo já está escuro,
Cheirando suor, quebrado e cansado.
Janta algo estranho e grudento.
Dorme e ronca em frente à televisão.
Depois do pagamento nas ruas lotadas,
pensa: Eu mereço, hoje vou gastar!
Loja após loja volta triste e cansado,
Com as mãos vazia sem nada comprar.
Fim de semana no futebol,
Na multidão grita como louco.
Rí, chora, chinga e briga.
Acaba num bar, bebe e vai dormir.
Um dia morre num canto qualquer.
Quem era? Porque? Ninguém quer saber.
Falta não fez nem vai fazer,
Desaparecendo sem nunca ter aparecido. Invisivel.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Esquina do mundo
É pouco meu tio, não tenho teu dom de escrever, mas deixo isso aqui para você, Dica, Syrino Bianco (in memoriam)
ESQUINA DO MUNDO.
Hoje aqui tão só,
Eu lembro dos tempos que foram.
Eu vejo como filme ao contrário,
Tudo o que tive, não quis e perdi.
Meu amigo, meu professor!
Agora já foi, não adianta, não dá mais.
O tempo passou como um raio,
E a matéria mudou, e mudada não volta atrás.
Você me contou sobre as estrelas,
Você me falou sobre o Universo.
Você me ensinou que o homem
É poeira mesmo que pareça bom ou perverso.
Você me disse sobre Deus.
Não esse Deus das igrejas e jornais.
Você me contou do único Deus,
Que está em tudo, no bem e no mal.
Você me falou do homem,
Um ser pequeno que tenta se encontrar.
Você me falou da vida,
Que espreita a morte mas não quer ver chegar.
Quantas vezes te ví na esquina do mundo,
Bebendo , naquela mesa de bar,
Tentando curar toda a dor que você trazia no peito,
Toda a dor que você sentia no fundo.
Não podia, não curou.
Mas talvez graças a essa chaga incessante,
Você fosse o que era:
Tão real, tão brilhante.
Pena que como os grandes,
Você não conseguisse enxergar a propria luz.
Pena que nessa tua vida você se sentisse como um trem fora dos trilhos,
Que se perde e não se conduz.
Eu queria uma Dica:
O que é esse vazio que me consome?
O que é essa solidão que me rasga o peito?
O que somos nós? Montros ou homens?
Mas você foi e não voltou.
Feito tua lógica pura e simples.
Sem mistérios, sem ilusões,
Você foi e acabou.
ESQUINA DO MUNDO.
Hoje aqui tão só,
Eu lembro dos tempos que foram.
Eu vejo como filme ao contrário,
Tudo o que tive, não quis e perdi.
Meu amigo, meu professor!
Agora já foi, não adianta, não dá mais.
O tempo passou como um raio,
E a matéria mudou, e mudada não volta atrás.
Você me contou sobre as estrelas,
Você me falou sobre o Universo.
Você me ensinou que o homem
É poeira mesmo que pareça bom ou perverso.
Você me disse sobre Deus.
Não esse Deus das igrejas e jornais.
Você me contou do único Deus,
Que está em tudo, no bem e no mal.
Você me falou do homem,
Um ser pequeno que tenta se encontrar.
Você me falou da vida,
Que espreita a morte mas não quer ver chegar.
Quantas vezes te ví na esquina do mundo,
Bebendo , naquela mesa de bar,
Tentando curar toda a dor que você trazia no peito,
Toda a dor que você sentia no fundo.
Não podia, não curou.
Mas talvez graças a essa chaga incessante,
Você fosse o que era:
Tão real, tão brilhante.
Pena que como os grandes,
Você não conseguisse enxergar a propria luz.
Pena que nessa tua vida você se sentisse como um trem fora dos trilhos,
Que se perde e não se conduz.
Eu queria uma Dica:
O que é esse vazio que me consome?
O que é essa solidão que me rasga o peito?
O que somos nós? Montros ou homens?
Mas você foi e não voltou.
Feito tua lógica pura e simples.
Sem mistérios, sem ilusões,
Você foi e acabou.
Deus neném
Então,
Seus olhinhos dourados piscaram,
Refletindo neles todas as idades do tempo.
Uma lágrima surgiu matreira,
E devagar rolou pelo Seu rostinho solitário.
Ela caiu,
E explodiu em infinitas estrelas,
Nascendo assim o Universo,
Tão imenso, tão complexo,
E por onde agora Deus neném podia brincar.
Ele sorriu tão contente,
e Criança que era saiu a saltitar.
Pulou por entre Sóis como quem pula pedras de um rio.
E sorria....
É que Deus neném não estava mais só.
Seus olhinhos dourados piscaram,
Refletindo neles todas as idades do tempo.
Uma lágrima surgiu matreira,
E devagar rolou pelo Seu rostinho solitário.
Ela caiu,
E explodiu em infinitas estrelas,
Nascendo assim o Universo,
Tão imenso, tão complexo,
E por onde agora Deus neném podia brincar.
Ele sorriu tão contente,
e Criança que era saiu a saltitar.
Pulou por entre Sóis como quem pula pedras de um rio.
E sorria....
É que Deus neném não estava mais só.
Tempos Bons
Tempos bons aqueles...
Na cabeça o vento da liberdade,
No coração o pique da aventura,
E na lembrança pouca coisa para lembrar.
Só voar, só voar...
O velocímetro no duzentos,
A vida suspensa no tempo,
A emoção presente em cada momento.
Tempos bons aqueles...
A garota maluca ao lado,
Os sonhos fazendo a estrada,
O instinto dando a direção.
Só voar, só voar...
O que interessa?
Duzentos pode ser pouco,
Mas quem tem pressa?
Tempos bons aqueles,
Que hoje não vivo mais.
Deus, que maldição é essa,
Que me joga no banco de trás?
Na cabeça o vento da liberdade,
No coração o pique da aventura,
E na lembrança pouca coisa para lembrar.
Só voar, só voar...
O velocímetro no duzentos,
A vida suspensa no tempo,
A emoção presente em cada momento.
Tempos bons aqueles...
A garota maluca ao lado,
Os sonhos fazendo a estrada,
O instinto dando a direção.
Só voar, só voar...
O que interessa?
Duzentos pode ser pouco,
Mas quem tem pressa?
Tempos bons aqueles,
Que hoje não vivo mais.
Deus, que maldição é essa,
Que me joga no banco de trás?
Nada
Todo esse mundo,
Toda essa vida,
É nada.
Eu, você,
Todos nós,
Somos nada.
Nossas heranças,
Nossas recordações,
São nada.
Nossos objetivos,
Nosso futuro,
É tudo nada.
Porque o Universo,
Veio do nada,
E tende para o nada.
Toda matéria,
Toda a história,
Nada mais é
Que o nada antes são,
Agora doente,
Tentando se recuperar.
Toda essa vida,
É nada.
Eu, você,
Todos nós,
Somos nada.
Nossas heranças,
Nossas recordações,
São nada.
Nossos objetivos,
Nosso futuro,
É tudo nada.
Porque o Universo,
Veio do nada,
E tende para o nada.
Toda matéria,
Toda a história,
Nada mais é
Que o nada antes são,
Agora doente,
Tentando se recuperar.
sábado, 23 de janeiro de 2010
ÚLTIMO VÔO
Essa é a história de um cara maluco
Que quis um dia voar.
Cansado de barulho e fumaça
Resolveu pular do viaduto do Chá.
Suas asas tinham o brilho do Sol,
E seu corpo alado cruzou o ar.
Voou bem acima das nuvens,
Deixando tristeza e violência para trás.
Dançou com estrelas coloridas,
Correu com cometas em galáxias perdidas.
Pousou num planeta estranho
Onde o tempo esqueceu de pousar.
Viu o Sol se por cor de rosa
E três luas surgirem do mar.
Deitou na areia azul
Sentindo o perfume da noite chegar.
Sonhou com flores tão lindas
Que se abriam ao primeiro olhar.
Acordou rodeado de pássaros
De penas púrpura e olhos cor de mel.
Eles cantaram canções coloridas
E cantando ainda, saíram a voar.
O Sol nasceu no horizonte mais puro
Que qualquer criatura poderia sonhar.
Mas lá em cima a uma distância infinita
Coisas estranhas começaram a acontecer:
Suas asas douradas e brilhantes
Na beleza do céu começaram a se dissolver.
Ele que tanto sorria,
Naquele instante se pôs a chorar.
E caiu rápido como um raio
Morrendo estraçalhado debaixo do viaduto do Chá.
Que quis um dia voar.
Cansado de barulho e fumaça
Resolveu pular do viaduto do Chá.
Suas asas tinham o brilho do Sol,
E seu corpo alado cruzou o ar.
Voou bem acima das nuvens,
Deixando tristeza e violência para trás.
Dançou com estrelas coloridas,
Correu com cometas em galáxias perdidas.
Pousou num planeta estranho
Onde o tempo esqueceu de pousar.
Viu o Sol se por cor de rosa
E três luas surgirem do mar.
Deitou na areia azul
Sentindo o perfume da noite chegar.
Sonhou com flores tão lindas
Que se abriam ao primeiro olhar.
Acordou rodeado de pássaros
De penas púrpura e olhos cor de mel.
Eles cantaram canções coloridas
E cantando ainda, saíram a voar.
O Sol nasceu no horizonte mais puro
Que qualquer criatura poderia sonhar.
Mas lá em cima a uma distância infinita
Coisas estranhas começaram a acontecer:
Suas asas douradas e brilhantes
Na beleza do céu começaram a se dissolver.
Ele que tanto sorria,
Naquele instante se pôs a chorar.
E caiu rápido como um raio
Morrendo estraçalhado debaixo do viaduto do Chá.
Cidade de São Paulo
Muito, muito tempo atrás conheci uma pessoa que tinha vindo do nordeste fazer a vida na cidade de São Paulo. Acabou tendo que sair de lá e como falaram sobre a região metropolitana de Campinas ele juntou o quase nada que tinha e veio para cá. Trabalhou duro, mas São Paulo não lhe saia da cabeça, então, resolveu voltar. Não sei mais nada sobre ele, mas sua história é mais ou menos assim:
CIDADE DE SÃO PAULO
Vim de longe
A procura de trabalho
Não bebia, não fumava,
Não jogava baralho.
Diziam que você era a solução.
Te faziam bela.
Te chamavam: Salvação.
Cheguei assustado
Vendo todo teu corpo,
Abismado, maravilhado.
Sorri e fiz o sinal da cruz.
Agradeci a Jesus,
Por me ter feito te encontrar.
Mas o tempo passou,
E, eu quase não conseguia acreditar
Com que classe você me enganou.
Enquanto ficava a sonhar,
O pouco que eu tinha você roubou.
E sem emprego para sobreviver,
Tive também que roubar.
Fui preso, te odiei a cada segundo.
Virei mais um nada no teu mundo.
Apodreci no meio do teu lixo,
Mas ai, estranhamente,
Comecei a te amar.
Pude então entender,
Que estava exatamente igual a você.
Agora eu poderia ficar.
Assim você iria me aceitar.
Mas mesmo que eu quisesse,
Não poderia ir para outro lugar.
Teu sangue corre em minhas veias,
E correrá até você me matar.
CIDADE DE SÃO PAULO
Vim de longe
A procura de trabalho
Não bebia, não fumava,
Não jogava baralho.
Diziam que você era a solução.
Te faziam bela.
Te chamavam: Salvação.
Cheguei assustado
Vendo todo teu corpo,
Abismado, maravilhado.
Sorri e fiz o sinal da cruz.
Agradeci a Jesus,
Por me ter feito te encontrar.
Mas o tempo passou,
E, eu quase não conseguia acreditar
Com que classe você me enganou.
Enquanto ficava a sonhar,
O pouco que eu tinha você roubou.
E sem emprego para sobreviver,
Tive também que roubar.
Fui preso, te odiei a cada segundo.
Virei mais um nada no teu mundo.
Apodreci no meio do teu lixo,
Mas ai, estranhamente,
Comecei a te amar.
Pude então entender,
Que estava exatamente igual a você.
Agora eu poderia ficar.
Assim você iria me aceitar.
Mas mesmo que eu quisesse,
Não poderia ir para outro lugar.
Teu sangue corre em minhas veias,
E correrá até você me matar.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Estrelas cadentes
Meu amor,
Hoje aqui, no final do meu tempo, estava a pensar...
O que vou deixar?
O que vai ficar?
Uma história bonita? Duvido.
Uma história sem rumo? Com certeza.
Mas... Do que sobrar... O que vai ficar? Nada.
Esse nada tão dolorido, que por sua própria ausência de ser, absorve e mata.
Queria deixar flores,
Queria deixar amor.
Queria deixar palavras que nem sei proferir.
Queria deixar uma marca, que não vou.
Queria deixar uma música, que nunca consegui compor.
Queria deixar um verso que nunca escrevi.
Queria pelo menos...
Deixar o sentimento,
Desse amor tão grande que sinto por você,
Mas que nunca consegui dizer.
Falar como se deve,
Mostrar como se mostra,
Provar,
Impor até...
Mas se fazer a certeza.
A certeza da vida,
A certeza do tempo,
A certeza do momento que é tão infinito que dura apenas um átimo de segundo.
A certeza que eu sinto e que nunca pude te fazer sentir.
A certeza do meu amor por você.
Ontem à noite, olhando pela janela, eu vi uma estrela cadente...
Como elas passam rápido né?
Quando percebi nem era mais.
Será que tudo tem que ser assim?
Hoje aqui, no final do meu tempo, estava a pensar...
O que vou deixar?
O que vai ficar?
Uma história bonita? Duvido.
Uma história sem rumo? Com certeza.
Mas... Do que sobrar... O que vai ficar? Nada.
Esse nada tão dolorido, que por sua própria ausência de ser, absorve e mata.
Queria deixar flores,
Queria deixar amor.
Queria deixar palavras que nem sei proferir.
Queria deixar uma marca, que não vou.
Queria deixar uma música, que nunca consegui compor.
Queria deixar um verso que nunca escrevi.
Queria pelo menos...
Deixar o sentimento,
Desse amor tão grande que sinto por você,
Mas que nunca consegui dizer.
Falar como se deve,
Mostrar como se mostra,
Provar,
Impor até...
Mas se fazer a certeza.
A certeza da vida,
A certeza do tempo,
A certeza do momento que é tão infinito que dura apenas um átimo de segundo.
A certeza que eu sinto e que nunca pude te fazer sentir.
A certeza do meu amor por você.
Ontem à noite, olhando pela janela, eu vi uma estrela cadente...
Como elas passam rápido né?
Quando percebi nem era mais.
Será que tudo tem que ser assim?
O céu
O céu....
Esse tão estranho céu,
De tantos mistérios que não entendo,
De tantas esperanças que nunca entenderei.
Esse céu...
Que brilha sobre mim todas as noites,
Cujas estrelas cintilam ao meu olhar,
É o céu que vai trazer a luz, vai trazer a paz.
Porque esse céu,
É feito de pedacinhos de Deus,
Infinitos como Ele,
Tão imenso que me inunda de solidão.
As vezes eu olho as pessoas....
E não vejo nada.
Tanto vazio,
Tanta vida jogada ao léu.
As vezes,
Apesar de evitar....
Eu olho prá mim.
E só vejo dor.
Uma dor que não entendo....
Mas que sinto, que dói.
Sou mais uma vida,
Desperdiçada no tempo.
Mas do céu vira a resposta,
Para tudo que nem sonhamos em perguntar.
Quisera estar vivo para esse dia,
Ou prá essa noite de luar.
Não sei com vai ser,
Não sei quando será,
Mas tudo que existe veio do céu,
E no céu há de ficar.
Sobre eu e você....
Tuas lágrimas
São como arrancar
Pedaços de mim.
Eu não sei
Porque tudo tem de ser assim
Eu nem sei,
Se posso ser tudo o que você quer
Mas eu sei,
Que te amo muito.
Eu sei,
Que te quero ver feliz.
Mesmo as vezes,
Sem conseguir,
Eu só quero
Te ver sorrir.
Lá, nem longe nem perto,
Aquele que constrói os mundos
É testemunha
Do quanto te quero bem.
Ontem pensei,
Se tudo isso,
Não seria quem sabe,
O começo do fim.
Mas,
Se tudo é um círculo,
Que o fim seja para nós,
O recomeço.
Porque,
Nem por um segundo,
Eu consigo sequer pensar,
Em te perder.
Você,
É minha jóia mais rara,
É minha flor mais delicada,
Que as vezes nem bem sei cuidar.
Sou relapso,
Erro muito,
Mas,
Te amo.
Você
O que te dizer?
Nem sei...
Que te amo? Mas isso faz parte de mim e é como dizer que há luz quando o Sol brilha ou estrelas quando a Lua se impõe.
Parece que nasci de óculos escuros, e minha vida sempre foi cinza.
Isso para mim era normal (não tinha referência) mas depois que você chegou, tirou estes óculos escuros que eu nem sabia que usava, me fez ver o mundo colorido.... me fez ver a luz.... tudo mudou.
Sinto falta de você.
Sinto muita falta.
Do brilho do teu rosto.
Do doce dos teus olhos.
Dessa boca maravilhosa que sorri como nunca vi.
Quando olho para o céu a noite,
Vejo tantas estrelas como nunca vi, porque vejo com você mesmo sem você estar.
Quando saio no frio ao Sol, o calor me esquenta e percebo isso, porque percebo com você mesmo sem você estar.
Porque se você não está fisicamente, está junto a mim no meu coração.
Você mudou minha vida, e mudou para melhor.
Te amo. (é mais que isso mas o português não possue palavra melhor)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Calor
Meu amor,
Olho na minha frente e vejo o horizonte.
Não sei se vou conseguir chegar lá,
Mas se chegar, é com você que quero estar.
Esse calor está insuportável,
Porque é um calor sem conteúdo.
Porém,
Nas minhas noites, sinto tua temperatura como se estivesse com você.
Sinto teu corpo,
O corpo que eu quero para mim.
Sinto teu cheiro,
O cheiro que eu quero sentir.
Sinto teu toque,
Leve, o toque que eu quero me deliciar.
Você.
Mulher total!
Você, ideal para mim.
Mas,
A noite anda e me viro para lá e para cá sozinho na minha cama brigando com meu travesseiro.
Chega o dia.
Acordo, finjo que estou vivo,
E vou trabalhar.
Olho para esses monitores de computador e não vejo nada.
Escrevo linhas de programas mas escrevo sem paixão, pois minha paixão é você.
Faço tudo o que tenho que fazer, mas faço automaticamente, pois minha mente está em você.
Vou assim,
Vivendo até o dia terminar.
Chego em casa e só fico esperando teu contato.
Depois,
Telefone, sms, ou sei lá o que...
Percebo,
Que tenho você mas não te tenho realmente.
Até quando a gente se encontra.
Ai o mundo muda,
Na minha ótica tudo se revira, e toda a melancolia desaparece.
Mas meu amor...
Quando você vai embora...
A dor volta.
O mundo se fecha.
E todas as estrelas do céu se apagam para mim.
Eu me olho, não me entendo.
Sei que você vai voltar.
Mas não queria que fosse.
Talvez nunca tenha te dito,
Mas nosso beijo de despedida,
Mesmo sabendo que você voltará,
Dói.
Mas tudo bem.
Sei que não é nossa culpa essa distancia.
Sobreviveremos né?
Eu espero.
Eu quero.
Te amo.
ALGO MISTICO
ALGO MÍSTICO
(isso é de autoria da minha amiga Bi@. Sem palavras...Adorei.)
Algo místico em você me encanta.
Sua metade criança, quase angelical,
outra metade fascínio,
indícios de uma emoção fatal.
Entre a doçura e a malícia,
entre vir e se deixar ficar,
deixo fluir as carícias
mas não libero o amar.
Essa magia no ar
com sabor de cumplicidade,
partículas sutis de carinho
camuflando grandes vontades.
Algo divide você
milimetricamente ao meio,
uma parte você menino
brincando e fazendo arte,
a outra adormece em meu seio
como se de mim se apoderasse
Algo místico em você me encanta
Assim como o céu e o mar.
Uma parte me dá esperança,
a outra medo de amar
Algo místico em você me encanta.
Sua metade criança, quase angelical,
outra metade fascínio,
indícios de uma emoção fatal.
Entre a doçura e a malícia,
entre vir e se deixar ficar,
deixo fluir as carícias
mas não libero o amar.
Essa magia no ar
com sabor de cumplicidade,
partículas sutis de carinho
camuflando grandes vontades.
Algo divide você
milimetricamente ao meio,
uma parte você menino
brincando e fazendo arte,
a outra adormece em meu seio
como se de mim se apoderasse
Algo místico em você me encanta
Assim como o céu e o mar.
Uma parte me dá esperança,
a outra medo de amar
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